Sonda Gravity Probe B
Rio de Janeiro, Janeiro de 2005.
A sonda Gravity Probe B foi lançada em abril de 2004. Ela mede 7 metros de altura por 2,80 de largura e pesa 3.400 quilos. Encontra-se em órbita polar numa altitude de 650 quilômetros e é totalmente livre de atrito. Comparada a outros satélites artificiais ela é pequena, mas os equipamentos que leva a bordo são considerados os mais precisos já feitos pela tecnologia mundial.
Na década de 1960 o físico Leonard Schiff sugeriu que a existência do espaço-tempo einsteniano poderia ser testado com o uso de giroscópios. Segundo as leis de Newton, se um giroscópio fosse colocado em órbita da Terra deveria ficar perfeitamente fixo. Mas se o espaço-tempo for relativamente curvado pela ação de uma força gravitacional, o giroscópio, devido a sua inércia natural, deveria mover-se com ele. A idéia do físico Schiff passou a ser estudada desde 1964 e seu custo já atingiu cerca de US$650 milhões no projeto mais demorado da era espacial. Os equipamentos mostrados no interior da sonda são de perfeição inigualável. Existem nela quatro giroscópios esféricos de tamanho semelhante a bolas de ping-pong feita de quartzo recobertas de nióbio. Funcionam dentro de uma câmera com vácuo capaz de manter 2300 litros de hélio líquido resfriado a uma temperatura próxima a zero absoluto. Os giroscópios deverão permanecer no satélite por dois anos sem sofrer nenhuma forma de vibração. O seu princípio de funcionamento quando comparado à sua extraordinária tecnologia pode até ser considerado simples. Um telescópio estará sempre alinhado com os eixos dos giroscópios apontado para uma estrela distante escolhida na constelação de Pégaso. Tal estrela conhecida como IM Pégasus vai servir como ponto referencial externo para medir a possível inclinação dos giroscópios. Mas em verdade a referida estrela não é, na realidade, um ponto fixo. Durante o tempo de vida da missão Gravity Probe B (2 anos) ocorrerá um pequeno desvio que os cientistas conhecem bem para incluírem em seus cálculos. Os cientistas responsáveis pela sonda entendem que se o universo funcionar de acordo com as leis de Newton, tanto o telescópio presente na sonda como os giroscópios permanecerão apontados na direção da referida estrela. Mas se o Universo funcionar segundo a teoria da relatividade de Einstein os eixos dos giroscópios deixarão de apontar para a referida estrela de Pégasus. Sensores especiais estarão medindo qualquer modificação. Tudo na sonda funcionará para medir o ângulo para o qual o telescópio aponta e o ponto para o qual os eixos dos giroscópios também apontam. Segundo os cálculos do físico Schiff, um ano (abril de 2005) em órbita já será possível medir uma diminuta diferença que irá confirmar a teoria de Einstein.
A teoria da relatividade geral prevê que a terra, ao girar, torce o espaço e tempo em torno dela, formando um leve vórtice na estrutura do espaço-tempo em torno do planeta. Existem físicos que admitem tal vórtice também chamado de "arrastamento de estrutura" como fenômeno real. Também é verdade que nenhuma experiência até agora foi o suficiente para afirmar sua existência.
Não sei quantos cientistas fizeram seus prognósticos. Só conheço o pensamento do físico Leonard Schiff que aposta nas idéias de Einstein.
Albert Einstein sempre foi o meu patrono no estudo da física teórica. Penso que as idéias dele expostas nos anos 1905 e 1916- representou um salto tão fantástico no pensamento humano que sempre me causa uma admiração indescritível. Mas, 100 anos depois da relatividade especial que se dará no ano de 2005- talvez algumas coisas terão que ser alteradas no sentido de completar aquele seu ideal de um campo unificado.
Em 2003 escrevi um livro chamado BANG com o sub título Detonando Conceitos Cosmológicos. Tal livro apresenta uma terceira hipótese para identificar a gravidade e é com base nas teorias nele expostas que vou registrar aqui alguns comentários sobre o resultado final da pesquisa Gravity Probe B.
Qual será o resultado desta extraordinária pesquisa que pretende testar Einstein?
Na página 72 de BANG eu escrevi:
"O espaço é vazio e nada tem haver com a geometria que é sempre formatada pela parte física do Universo".
Nele escrevi que o vazio não pode ser curvado. O espaço vazio pode apenas permitir nele todos os movimentos de "entres" ou "curvas" da parte física. É a energia em movimento apresentando-se nas formas de fortes ou fracas concentrações que vai determinar, segundo lei exposta em BANG, a formatação geométrica do Cosmo. O efeito gravidade aparece como sendo resultado de uma permuta simultânea de quantidades iguais de movimentos de velocidades externas e internas VE+VI= Movimento Absoluto cujo valor é o da constante C da luz no vácuo. (E=MC²)
O livro BANG introduz duas idéias básicas: o movimento absoluto (Absolutismo) presente em cada substrato básico (tijolinho final do Universo) que recebeu o nome de finequantum - já identificado e quantificado. Assim o movimento no Universo continuará sempre como sendo relativo. (movimentos relativos uns aos outros) O movimento C presente em e todo o Cosmo não pode servir de referencial (paradoxo da velocidade da luz) e o mesmo paradoxo permanece para o movimento de velocidade absoluta. Ou a energia apresenta-se na forma de luz caminhando retilineamente (fracas concentrações) parada fora do tempo ou aparece como fortes concentrações na forma material onde o relógio local estará também na soma dos seus movimentos de velocidades variáveis com um total sempre igual ao da velocidade C da luz.
Toda a matéria que forma o nosso Planeta está ocupando seu lugar no espaço vazio. Tanto assim que neutrinos podem atravessar toda a estrutura da Terra, de um lado ao outro, caminhando por espaços vazios sem que ocorra nenhum choque. (A distância mais curta entre o Rio de Janeiro e Tóquio é para o neutrino uma linha reta.)
Meu prognóstico é o de que se a sonda Gravity Probe B possuir tecnologia suficiente para distinguir o espaço vazio do espaço ocupado pela matéria (espaço físico) então os eixos dos giroscópios continuarão apontando para a estrela que serve como referencial fixo. (IM-Pégaso) Não haverá arrastamento da estrutura do satélite. Seja qual for a quantidade de movimento de velocidade externa da Sonda a sua velocidade total será sempre absoluta na soma de suas velocidades variáveis. Se o resultado for contrário ao pensamento de SCHIFF, os cientistas não devem pensar em reviver o ETER. Devem sim procurar compreender a existência de um espaço vazio absoluto permitindo nele todos os movimentos variáveis que formam o Universo Absoluto conforme teoria exposta no livro BANG, onde não ocorre distorção e sim o cumprimento de uma lei natural que determina o funcionamento dos relógios locais a concomitantemente a geometria universal.
Outros comentários
Depois do meu site pronto sobre a Sonda Gravity Probe B, recebi com data de 22-10-2004 o Jornal Folha de São Paulo (Internet) informando o seguinte:
"NASA ENCONTRA EVIDÊNCIA QUE APÓIA A TEORIA DA RELATIVIDADE DE EINSTEIN. Da FRANCE PRESSE, em Washington (EUA)"
"Uma equipe internacional de cientistas e pesquisadores universitários formados pela NASA encontrou a primeira evidência direta de que a Terra arrasta tempo e espaço ao seu redor enquanto gira."
Os pesquisadores conseguiram medir o efeito formulado pela primeira vez em 1918 "observando deslocamentos das órbitas de dois satélites que seguem a rotação da Terra".
Segundo a NASA, a descoberta constitui "a primeira medição de um efeito bizarro no qual uma massa em rotação arrasta o espaço a seu redor".
O DENOMINADO "EFEITO CORPO-ARRASTO" É O QUE OCORRE QUANDO UMA BOLA DE BOLICHE GIRA EM UM FLUXO ESPESSO COMO O MELAÇO" disse Erricos Pavilis, do Centro Conjunto para Tecnologia do Sistema Solar, em Greenbelt, Maryland.
Segundo Pavilis, um dos coordenadores da pesquisa "enquanto a esfera gira, move o melaço ao seu redor e tudo ligado ao melaço também se move em torno da bola" DO MESMO MODO ENQUANTO A TERRA GIRA, ARRASTA TEMPO E ESPAÇO AO SEUS REDOR E ISTO ALTERA AS ÓRBITAS DOS SATÉLITES DO NOSSO PLANETA"
Pequenas observações sobre os comentários
É verdade que uma massa em rotação arrasta a massa do espaço físico em seu redor?
Sim. Toda a parte física que estiver ligada ao "MELAÇO" também se moverá em torno da "bola de boliche" . Mas sob a parte física existirá sempre um vazio absoluto.
Uma simples invasão de ONDAS SOLARES sobre a Terra é capaz de alterar as órbitas de nossos SATÉLITES ARTIFICIAIS porque elas alteram a densidade da atmosfera modificando a densidade do espaço físico ("melaço").
Conclusão
NO LIVRO BANG A GRAVIDADE, ELETRICIDADE E MAGNETISMO SE CONFUNDEM COMO SENDO TROCA DE QUANTIDADES IGUAIS DE MOVIMENTO-ENERGIA. Movimento e energia são equivalentes assim como gravidade e inércia.
A chamada distorção espaço-tempo da relatividade tem que ser vista de forma bem diferente.
Não existe nenhuma distorção e sim alterações que obedecem a uma lei natural de permutas de movimentos variáveis presentes nos finequanta, substratos básicos representando os últimos tijolinhos responsáveis pelo arcabouço total do Cosmo.
Fernando Cleto Nunes Pereira
Para saber mais sobre o livro BANG, entre em contato com Fernando Cleto.
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